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NASA destaca estudo do CEO da ORBTY sobre mudanças em rios e reservatórios

Em que momento um rio começou a perder água?

Quando uma nova barragem alterou permanentemente a paisagem? Ou quando um rio mudou seu curso?

Um estudo liderado pelo pesquisador Gustavo Willy Nagel, CEO da ORBTY, criou uma base de dados global que ajuda a responder a essas perguntas. A pesquisa analisou quase quatro décadas de imagens de satélite, de 1984 a 2022, para identificar onde e quando ocorreram mudanças persistentes na presença de água em rios, lagos, reservatórios e outras áreas do planeta.

O estudo, desenvolvido durante o doutorado de Nagel na Universidade de Southampton, foi publicado na Scientific Data, periódico da Nature Portfolio, e recentemente ganhou destaque em uma publicação da NASA sobre o uso de imagens Landsat para compreender mudanças em corpos d’água ao redor do planeta.

Leia o artigo científico na Scientific Data – https://www.nature.com/articles/s41597-025-06013-5

Confira a publicação da NASA – https://science.nasa.gov/missions/landsat/landsat-reveals-reservoir-changes-and-bathymetry/

Para realizar a análise, os pesquisadores utilizaram imagens do Landsat, programa de satélites que observa a superfície terrestre há mais de 50 anos e mantém um dos mais extensos registros de imagens da Terra. A nova base permite acompanhar, ano a ano, áreas em que a água avançou ou recuou, com resolução espacial de 30 metros.

Segundo a publicação da NASA, esse tipo de informação pode auxiliar gestores de recursos hídricos, formuladores de políticas públicas e organizações ambientais a compreender não apenas onde ocorreram grandes transformações, mas também quando elas aconteceram. Isso permite relacionar as mudanças observadas a processos como construção de barragens, expansão agrícola, secas prolongadas e fenômenos naturais, incluindo mudanças no curso dos rios e erosão costeira.

Por que saber “quando” a água mudou é tão importante?

Mapear a extensão de rios, lagos e reservatórios por satélite não é algo novo. O diferencial deste estudo está em acrescentar uma informação fundamental: o momento em que uma mudança persistente ocorreu.

A base permite identificar o ano em que uma determinada área passou de terra para água ou de água para terra, separando essas transformações de oscilações sazonais e eventos de curta duração.

Na prática, isso amplia bastante as possibilidades de análise. Se um lago começa a perder superfície de água, por exemplo, é possível verificar quando esse processo teve início e investigar sua relação com períodos de seca, mudanças no uso da água ou outras transformações ocorridas na região. Da mesma forma, é possível identificar a formação de novos reservatórios. Três Irmãos, em São Paulo, por exemplo, aparece nos dados a partir de 1991, acompanhando a formação do reservatório após a construção da barragem.

Para profissionais que atuam com gestão de bacias, licenciamento, monitoramento de reservatórios ou conservação de ecossistemas aquáticos, essas informações podem ser utilizadas para diagnosticar tendências de longo prazo, avaliar impactos de intervenções humanas, comparar resultados de modelos hidrológicos com mudanças efetivamente observadas e produzir evidências visuais para apoiar decisões ambientais.

Um rio em movimento: o exemplo do Amazonas

As aplicações não se limitam a reservatórios ou à perda de água. O conjunto de dados também permite visualizar processos naturais que transformam rios e suas margens ao longo de décadas.

Um exemplo é o Rio Amazonas. Grandes rios não permanecem exatamente no mesmo lugar ao longo do tempo. Suas curvas, chamadas de meandros, podem se deslocar gradualmente à medida que a corrente erode uma margem e deposita sedimentos em outra.

A imagem abaixo permite enxergar esse processo ao longo de quase quatro décadas. As áreas em azul representam locais onde a água avançou sobre áreas anteriormente secas, evidenciando o processo gradual de erosão das margens. As áreas em vermelho mostram onde a água recuou e novas áreas de terra se formaram, revelando padrões complexos de sedimentação principalmente na parte interna das curvas do rio.conteúdo de texto aqui

Figura 1. Mudanças no curso do Rio Amazonas entre 1984 e 2022 identificadas a partir de imagens Landsat. Em azul, áreas associadas ao avanço da água e à erosão das margens; em vermelho, áreas associadas à retração da água e à deposição de sedimentos. As diferentes tonalidades representam o momento em que essas mudanças ocorreram.

O exemplo torna visível uma das principais vantagens de trabalhar com séries históricas de imagens de satélite: não vemos apenas o rio antes e depois. Podemos reconstruir como essa transformação aconteceu ao longo do tempo.

Explore os dados

O dataset está disponível publicamente e pode ser explorado em um aplicativo interativo desenvolvido pelos próprios autores no Google Earth Engine. Nele, é possível navegar pelo planeta e visualizar onde a água avançou ou recuou e em que período essas transformações ocorreram.

Explore o dataset no Google Earth Engine – https://gee-community-catalog.org/projects/swt/

Da pesquisa científica à gestão ambiental

Na ORBTY, essa experiência científica se conecta diretamente ao desenvolvimento de soluções para monitoramento ambiental. Utilizamos imagens de satélite e séries temporais para acompanhar qualidade da água, plantas aquáticas, ambientes costeiros e transformações em rios, reservatórios e outros ecossistemas aquáticos.

O estudo publicado na Scientific Data e agora destacado pela NASA é um exemplo de como décadas de observações da Terra podem ser transformadas em informações capazes de mostrar o que mudou, onde mudou e quando mudou.

Aplicada à gestão ambiental, essa capacidade permite acompanhar processos em escalas espaciais e temporais que seriam difíceis de observar apenas com levantamentos em campo.

Sua organização lida com rios, reservatórios ou zonas costeiras? Converse com o time da ORBTY e veja como aplicar isso ao seu contexto.magens de satélite podem ser aplicadas ao seu projeto? Fale com a ORBTY.

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ORBTY, contribuindo para a preservação e uso sustentável da água no Brasil e em todo o mundo.

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